Escrevinhando Transformações

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Sol brilha ao 2 de Julho

Hoje é um dia de grande alegria, 2 de julho, independência baiana. Alegria e tristeza são sentimentos que andam juntos quando comemoramos essa data. Isso por que percebo que parte desse momento histórico está se perdendo com o tempo, e ganhando um caráter folclórico, onde para a maioria da nova geração essa data é apenas representada pelo Cabloco e pela Cabloca, elementos que representam o povo baiano, que participou ativamente do processo de emancipação Bahia.

Infelizmente a nossa história não é contada da melhor forma, não há uma eficácia no ensino principalmente nas instituições públicas, mas, as instituições particulares também não se empenham em trabalhar de forma mais profunda esse tema, e por isso, muitos baianos desconhecem os seus heróis. A Independência Baiana contou não apenas com a força do General Labattut, de Maria Quitéria que em pleno século XIV, se vestiu de homem para participar dos combates, e da freira Joana Angélica.


Mas, uma nova personagem vêm ganhando destaque, Maria Felipa foi uma escrava liberta que vivia em Gameleira na ilha de Itaparica. Ao contrário do que acreditam Felipa mostrou mais uma vez, com suas ações, que os negros escravos nada tinham de passivos. Seus gestos de luta foram clamufados, estrategista nata a escrava alforriada, apesar de não estar na linha de frente dos embates, por inúmeras vezes, saia às noites para sondar os movimentos governistas em Salvador.


O desconhecimento da história dessa mulher, marca a injustiça entre as heroínas que participaram desse movimento. Mulher de fibra, chamava atenção não só por sua beleza, mas também por sua coragem, além disso, sabia ler e era culta. "Se não fosse negra e pobre Felipa teria uma estátua em sua homenagem", assim desabafou Eny Kleyde, pesquisadora que descobriu a história da heroína em seu livro.


O maior feito de Felipa aconteceu na Barca Constituição. Ela liderou um grupo de mulheres que seduziu e atraíram cerca de 60 navegadores portugueses para um local inóspito, os embebedaram, e depois induziram os marinheiros para que tirassem a casaca, o incrível, elas surpreenderam eles com uma surra de cassação, bêbados não puderam de defender. Tal feito impediu que essa embarcação participasse de mais uma invasão à Salvador.


À época muitos acreditavam que as mulheres não participavam dos movimentos, ao contrário, muitas, vendiam nas ruas (as ganhadeiras), para com o dinheiro comprar e alimentos para os maridos, percebemos então que, a participação feminina nesse movimento foi intensa. De forma indireta ou na linha de frente, as mulheres, hoje representada pela Cabloca, também deram sua contribuição para a independência baiana.

Hino da Independência da Bahia

Nasce o sol a 2 de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol é brasileiro
Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações
Salve, oh! Rei da Campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa pátria hoje livre
Dos tiranos não será
Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações
Cresce, oh!
Filho de minha alma
Para a pátria defender
O Brasil já tem jurado ...
Independência ou morrer







sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Os Jogos Olímpicos na China foram iniciados

As olimpíadas deste ano serão realizadas na China, a abertura dos jogos promete ser grandiosa, com muitas luzes e cores e um show belíssimo com bailarinos treinadissímo. O espetáculo foi produzido pelo conhecido diretor de cinema Zhang Yimou, que produziu os efeitos visuais do filme, O Clã da Adagas Voadoras, e promete não decepcionar.
O que está dando panos para mangas é a intensa repressão do governo chinês, que foi intensificada desde os preparativos para a festa. Segundo informações essa intensa repressão tem o objetivo de mostrar, a Nova Pequim, uma capital harmoniosa, onde as competições irão acontecer de forma organizada. O regime pode controlar o acesso à Internet, monitorar a divulgação de informação. Muitos protestos vêm acontecendo em todo o mundo, ativistas querem denunciar a violação aos direitos humanos pelo governo chinês.

O comitê olímpico brasileiro está composto por cerca de 277 atletas, sendo 145 homens e 132 mulheres, dentre eles se destacam Tiago pereira, Caio Márcio e Eduardo Deboni nadadores que se destacaram nas ultimas competições nacionais. Wellison Silva garantiu sua classificação após o Campeonato Pan-americano no Peru com o levantamento de peso, além da seleção de vôlei, de ginástica e outros grandes atletas.

Veja o que há de curioso sobre as olimpíadas

-Em cerca de 2500 antes de Cristo, os gregos já realizavam festivais esportivos em honra a Zeus. Os nomes dos vencedores das competições, porém, só começam a ser registrados a partir de 776 a.C., considerado o ano oficial do início dos jogos olímpicos gregos. Apenas os cidadãos livres participavam.

-Nas primeiras Olimpíadas da era moderna, em 1896, em Atenas, participaram 285 atletas. Em Atlanta, os atletas são cerca de 10.700, dentre os quais 3.780 mulheres.

-A tenista inglesa Charlotte Cooper foi a primeira mulher a receber uma medalha olímpica, nas Olimpíadas de Paris, em 1900.

-A bandeira olímpica com os cinco anéis entrelaçados foi hasteada pela primeira vez em 1920, nos jogos olímpicos de Antuérpia, Bélgica. As cores eram as que compunham as bandeiras de todas as nações olímpicas da época.
-Com 1.895 medalhas olímpicas (778 de ouro, 599 de prata e 518 de bronze), os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar na lista dos ganhadores de medalhas. Em seguida vem a ex-União Soviética, com 1.000 medalhas (395 de ouro, 319 de prata e 286 de bronze), consideradas apenas as medalhas ganhas de 1952 a 1988.

-Para chegar de Atenas (Grécia) a Atlanta (Estados Unidos), a tocha olímpica percorreu cerca de 24 mil quilômetros, o mais longo da história dos jogos olímpicos. Segundo informou o Comitê Olímpico, 10 mil participantes foram escolhidos para levar a tocha em alguma parte do trajeto.

www.logado.info/curiosidades

domingo, 8 de junho de 2008

Carinho com as crianças de Plataforma



"No início desta semana, com intúito de fazermos um trabalho para a facul eu e algumas colegas estivemos numa ong, e acabei me apaixonando pelo trabalho assistencial que eles prestam. Apesar de todos
os sacrifícios, de todas as dificuldades eles são transformadores. Lembrei algo que à correria diária me fez esquecer: que todos nós somos atores sociais a cabe a cada um de nós mudarmos nossas realidades, nossa realidade individual e realidade coletiva. "



...



Ao chegarmos à sede da AMPLA somos recebidos por inúmeros olhinhos brilhantes, os sorrisos e gargalhadas saem facilmente e encantam a todos. Ficamos apaixonados já no primeiro encontro. Essas são as crianças que ficam na creche-escola mantida pela associação, que funciona desde junho de 1982, criada para ajudar as famílias carentes com mulheres que trabalhavam fora do bairro. Mantida com doações e por um convênios com a prefeitura de Salvador, o Programa Prato Amigo, hoje a creche mantém 22 crianças de 2 a 6 anos em tempo integral e todos os funcionários são voluntários.

Com vários programas que atendem a comunidade, o mais procurado na associação é a creche que hoje atende um maior número de criança que sua capacidade. No período da manhã elas recebem aulas de iniciação escolar e durante a tarde recreação. O trabalho educacional com as crianças é feito de forma bem especial, sempre realizando cursos de qualificação profissional com os orientadores no intuito de mantê-los atualizados, no momento são quatro professoras que trabalham na associação durante todo o dia.

A professora Marli Silva Pimentel, 37, há oito anos trabalha como voluntária na AMPLA, ela diz que o que faz exige uma grande responsabilidade, mas que é muito gratificante, “o trabalho tem que ser sempre com muito amor e dedicação, com muito cuidado porque são crianças que precisam de atenção especial, que pertencem a famílias carentes e com problemas diversos”, conclui.

As crianças fazem quatro refeições por dia, pela manhã ao chegar, o lanche, o almoço e o lanche da tarde, às quatro horas elas retornam as suas casas, Pimentel diz que este é um dos motivos que faz crescer todos os anos a procura por uma vaga, explica. “Muitos pais chegam pedindo para matricular-mos seus filhos, por que eles têm que trabalhar e não tem com que deixar as crianças, outros dizem não ter comida suficiente em casa, então, não temos como recusar estas crianças mesmo com o número de vagas já preenchidas”, conclui.

Isabel Fortunata é outra colaboradora da creche há 18 anos trabalha na AMPLA, e a 13 na cozinha, é ela quem prepara as refeições para a criançada e diz que já trabalhou em todos os setores da associação, mas se sente realizada em trabalhar com as crianças, “eu gosto, amo esse trabalho, às vezes trago algo diferente de casa só para agradar a elas, trago balas e pirulitos para ver se às convenço a comer direitinho”, comenta.
Idealizada pelas moradoras de plataforma, há 26 anos a creche permanece ajudando a toda a comunidade, esse resultado é um exemplo de que a comunidade unida conquista mudanças sociais.

domingo, 27 de abril de 2008

MAL SECRETO in vox Luiz Melodia

Não choro,
Meu segredo é que sou rapaz esforçado,
Fico parado, calado, quieto,
Não corro, não choro, não converso,
Massacro meu medo,
Mascaro minha dor,
Já sei sofrer.
Não preciso de gente que me oriente,
Se você me pergunta
Como vai?
Respondo sempre igual,
Tudo legal,
Mas quando você vai embora,
Movo meu rosto no espelho,
Minha alma chora.
Vejo o rio de janeiro
Comovo, não salvo, não mudo
Meu sujo olho vermelho,
Não fico calado, não fico parado, não fico quieto,
Corro, choro, converso,
E tudo mais jogo num verso
Intitulado
Mal secreto.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A morte do Camurujipe

Não há como não perceber que o ar da cidade de Salvador está com um aroma modificado. Ao passar, seja andando ou de carro, às margens de grandes rios que cortam a cidade, constata-se que um cheiro fétido vem de lá. Como o Rio Camurujipe, que junto a outros rios, até a década de 70, foram responsáveis pelo abastecimento de água para a cidade e hoje se encontram com altos índices de poluição.


Apesar do crescimento rápido das cidades, as edificações, principalmente as residenciais, não tiveram uma construção adequada que possibilitasse a eliminação correta dos dejetos produzido pela população. Em Salvador, a forma como se deu a construção do esgotamento sanitário da cidade foi e em uma parte considerável ainda continua sendo precária e de certa forma rudimentar. Segundo a engenheira ambiental da Embasa, Rita Bonfim, o sistema de esgotamento sanitário consistia na construção de vias de esgotos individuais que se dirigia para os rios e/ou mares, sem passar por nenhum tratamento. O ideal seria que as vias de esgotos saissem individualmente das casas canalizados, num outro momento se encontrassem em ducto maior, sendo então direcionadas às estações de tratamento e depois lançados no mar.

O Rio Vermelho, que dá nome ao bairro, conhecido também como Lucaia, é um braço do rio Camurujipe. Ele atravessa toda a Avenida Juracy Magalhães Júnior e deságua no mar. Antes chamava a atenção pela beleza das suas águas avermelhadas. Esta coloração se dava graças ao tipo de arenoso que constituía o seu terreno. A Avenida Juracy Magalhães Júnior também passou a ser conhecida como Rua do Canal, isso por que o rio foi transformado num grande canal a céu aberto. Atualmente, o que chama a atenção, assim como o rio mãe, é a presença de um grande volume de lixo e altos índices de poluição. No trecho do Shopping Salvador, na região do Iguatemi, podemos observar o quanto a cidade perdeu ao transformar esse grande rio em um reservatório sanitário. Naquele trecho, o Camurujipe encontra-se completamente poluído, e suas margens, que antes estavam cobertas por vegetação, hoje encontram-se cobertas por concreto, perdendo totalmente características de rio.

Como o bairro do Rio Vermelho cresceu às margens do Lucaia, os dejetos das casas eram e são lançados nele, produzindo assim um ambiente ideal para a proliferação de alguns moradores indesejavéis, como ratos, baratas, muriçocas e há quem fale até em cobras. Em decorrência disso alguns moradores consideram o canal uma propícia fonte de doenças. Quem reside às suas margens afirma que, por várias vezes procuraram a prefeitura com a esperança que o órgão resolvesse o problema, porém nunca tiveram uma resposta satisfatória, resultando sempre no jogo de empurra - empurra entre a prefeitura e a Embasa.
Segundo um morador antigo que não quis se identificar, os problemas ligados a poluição são inúmeros, desde o mal cheiro, extremamene forte, que é a principal reclamação, até a possibilidade de transmição de doenças. Comenta: “Outro dia encontrei Dona Joana. Ela me disse que sua filhinha estava doente, de um dia para o outro apresentou febre, assim, de repente… O que é isso? É essa sujeira aí, e a gente é quem fica na pior”. Questionado sobre a intervenção da prefeitura, ele diz que nada se resolve: “É cansativo, os governantes vestem a pele, mas não são lobos. O eleitor só vale para esse povo demagogo, enquanto não deposita seu voto na urna”.


Inúmeros prejuizos

O mau cheiro incomoda a quem passa, a quem vive às margens do rio e a quem trabalha próximo ao canal. Lá existem várias casas comerciais, como oficina, padaria, pet shop, faculdades e até um restaurante. Todos os comerciantes têm o mesmo discurso, o mesmo posicionamento, reclamam sempre do mal cheiro. O forte odor, além de levar prejuizo à saúde daquelas pessoas que precisam ficar um grande período exposto a ele, também traz prejuízo para comércio, pois acaba afastando os clientes. É o que afirma Paula Dautro, gerente da loja Campo Belo, especializada em produtos veterinários. Paula termina dizendo que alguns funcionários ao final de um dia de trabalho acabam apresentando fortes dores de cabeça, atribuídas ao mau cheiro.

Há muito tempo atrás a prefeitura realizou alguns trabalhos para reduzir a ocorrência dos transbordamentos, que sempre aconteciam em épocas de chuvas. Hilzete Cuzi, moradora da rua desde a infância, diz que os transbordametos eram constantes, mas depois dos trabalhos de limpeza do canal, a ocorrência foi reduzida. “Hoje durante as chuvas o volume de água dobra, o canal fica muito cheio, mas não há alagamentos. Seria até bom que alagasse porque pelo menos lavava, la-va-va…, o pior é esse mal cheiro que ninguém suporta. Muito se fala sobre o Bahia Azul, muito comercial, mas pouca ação. O que temos aqui é um Bahia Negro”, afirma.

Quem reclama também causa

A presença de um grande volume de lixo às margens do Lucaia denuncia que algo mais é lançado em seu leito além das águas de esgoto. É o que confirma Adriana Antunes, que trabalha numa das residências situada na avenida. Ela, por várias vezes, já presenciou alguns indivíduos jogando lixo dentro do rio, não só lixo, mas também animais mortos. “Esta ação só contribui para o agravo do nosso problema, todo mundo reclama da poluição do rio, mas alguns moradores daqui também são responssáveis pelo estado que o rio se encontra”, acrescenta.


Procuramos a prefeitura para conhecer seu posicionamento quanto às afirmações feitas pelos moradores da rua do canal. Foi quando o nome de Antônio Almir Santana Melo Júnior surgiu. Almir Melo, como é mais conhecido, na atual gestão ocupa o cargo de diretor admnistrativo da Superintendência de Manutenção e Conservação da Cidade (SUMAC). Não foi possível conversar com ele, pois estava em uma viagem, segundo informações de sua secretaria. A função da SUMAC é a de executar o plano de conservação e manutenção de estradas e vias, além se administrar o sistema de drenagem do município.
Fomos direcionados para Fernando Sampaio, gerente de operações deste órgão. Sampaio nos informou que alguns trabalhos já haviam sido realizados para amenizar os problemas causado pelo rio, como a limpeza do seu leito. Porém as atividades foram suspensas em determinado momento, por que os equipamentos utilizados para fazer a drenagem, estavam batendo num duto da Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa) que passava por baixo do rio, e que transporta dejetos sanitários e segue em direção ao mar. E este constante atrito poderia causar danos ao duto gerando um problema ainda maior. “Após algumas drenagens precebemos a existência deste duto que impedia a continuidade de nossos trabalhos. Temos a intenção de resolver o problema do rio, mas para isso é preciso que a Embasa resolva o problema do duto e também das bocas de esgotos que constantemente despejam dejetos no canal e são de sua resposabilidade”, comentou.
A Embasa, através do gerente da divisão de tratamento de esgotos, Virgílio Bandeira, responde dizendo que no local existe um emissário submarino, ou seja, um duto que transporta esgoto sanitário após passar por um adequado tratamento nas estações. Ele foi construído sob o rio e segue em direção ao oceano e a sua retirada seria algo complicado, já que foi construido a uma grande profundidade. “Ele passa por baixo do rio”, enfatiza e acrescenta: “E podem ter sido as constantes escavações da SUMAC que tornou este emissário vunerável”.
Segundo ele, ainda não existe um programa de despoluição de rios e através do extinto programa Bahia Azul a empresa tentava mudar as características da rede de esgotamento sanitário da Bahia. Os trabalhos realizados hoje pela EMBASA, possuem este objetivo e superam os planos de execulção do antigo Bahia Azul. “A retirada das bocas de esgotos do rio faz parte deste programa, só que é necessário trabalhar nas residências para mudar as ligações”. Bandeira acrescenta: “Este trabalho é dificil pois temos que quebrar as casas das pessoas e na maioria e das vezes elas se recusam a deixar que o nosso trabalho seja realizado”.



Outro problema é o crescimento urbano e desordenado, onde de um lado o problema é resolvido e de outro se complica, e isto ocorre graças ao aparecimento de novos bairros e sua má urbanização, que gera novas redes de esgotamento mal estruturada. Para resolver esse problema é essencial o trabalho de urbanização em toda a cidade, acrescenta Bandeira.

Questionado aos dois orgãos quanto a possibilidade do trabalho em conjunto, Virgílio Bandeira diz que uma forma para tentar resolver o problem seria trabalhar em parceria com a SUMAC. Fernando Sampaio por sua vez afirma que apenas Almir Melo, diretor admnistrativo da SUMAC, possue respaldo para falar a respeito. E nesse jogo de empurra-empurra, nada se resolve o Rio Vermelho continua poluído atrapalhando as vidas dos moradores.

terça-feira, 1 de abril de 2008



Veja o trecho abaixo, Shakespeare fala um pouco como viver de forma mais tranqüila, sem nos preocuparmos tanto com os reconhecimentos ... Aprendendo com Shakespeare.

...


"Um dia você aprende que...
... não importa em quantos pedaços seu coração foi quebrado, o mundo nunca pára para que você o concerte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você realmente aprende que pode suportar, que realmente é forte e que pode muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida. Nossas vidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar”.

domingo, 23 de março de 2008

Emana alegria

Há há há há há há ... Muitos risos.
É hilário..., agente ri junto com ela, mesmo sem conhecer o motivo para tanta gargalhada. Umas gargalhadas tão gordas, altas e tão aconchegantes. Na maioria das vezes rimos porque somos contaminados por vírus que aquela risada dissemina e não por haver algo engraçado.
Essa mulher bem decidida é de uma alegria constante, sinceridade e honestidade completam sua personalidade. Porém é incrível como sempre possui na ponta da língua uma desculpa para seus atrasos também constantes.
Costumo dizer que Tatiana é caracterizada por ser um paradoxo, sua alegria apesar de sempre presente é rasgada por uma onda de ira quando contrariada, ou quando percebe que algo de errado esta acontecendo, é aquele tipo de pessoa que se mete em qual quer situação, até nos problemas dos outro, seu marido sempre diz: Tatiana você ainda vai se meter em encrenca...

Projeto Ambiental Orienta Crianças da Ilha de Maré

Jorge Amando a Maré, este é o nome do projeto ambiental criado pelos alunos do curso de ciências biológicas das Faculdades Jorge Amado, integrado a semana de ciências e tecnologia que acontece em todo o mundo durante a primeira semana de outubro. Serão realizadas atividades educacionais de conscientização em escolas da ilha de Maré, onde o projeto é realizado, ele é voltado a preservação do ambiente bem como uma convivência harmoniosa entre os indivíduos e o meio ao qual pertencem.
O projeto foi criado após uma sugestão de uma aluna do 4° semestre. Essa aluna estagiava numa escola da ilha e percebeu que constantemente alguns alunos faltavam muito às aulas. Segundo a coordenadora e professora do projeto Rosileia Oliveira Almeida, isso acontecia por que as crianças contraiam facilmente doenças relacionadas a problema ambientais. “A Ilha de Maré ainda convive com o problema de falta de saneamento básico e higiene. E mesmo após da realização de trabalhos de encanamento, a falta de água é constante, então os habitantes são obrigados a usar água de péssima qualidade, principalmente dos riachos que a ilha possui”, comenta.
A professora diz ainda que outro problema sério esta na rede de esgotamento sanitário, todos os dejetos produzido pela cidade são lançados na maré, quando a maré seca as criança brincam naquele local se expondo as doenças.
As ações do projeto são voltadas principalmente para os alunos e a comunidade, a partir de uma parceria realizada com a secretaria de educação, o projeto pode trabalhar com as crianças que freqüentam as seis escolas da à ilha, conseguindo atingir aproximadamente 795 alunos matriculados nas escolas. Esta aliança facilitou a realização do evento, a partir de um financiamento disponibilizado pela secretaria no valor de R$ 3.900. Ela acredita que esse evento ajudará a fortalecer a credibilidade do projeto junto à comunidade.
Segundo Almeida a maior dificuldade encontrada é o fato de apenas trabalharem com crianças ainda muito pequenas, que cursam até a 4° serie, já que o município não possui escolas com turmas da 5° série em diante. Ainda assim afirma que já é possível obter resultados satisfatórios, porém o ideal seria também conseguir trabalhar com os adolescentes.

RESPEITO - Almeida acredita que a melhor forma de trabalhar com a comunidade é respeitando seus costumes, mas atuando na promoção de mudanças em seus hábitos, em aspectos que possam gerar melhoria na qualidade de vida da população. Comenta: ”eles vivem de maneira extrativistas, não possuem a responsabilidade ambiental de devolver ao meio o que retiraram para mais tarde receber de volta”.
A semana de ciência e tecnologia irá manter uma programação durante todos os dias, da primeira semana de outubro, os eventos acontecerão simultaneamente nas seis escolas da ilha. Na abertura do evento será exibido um filme produzido pela coordenadora onde mostra como vivem os habitantes da ilha. “Eles poderão se ver e após nossas orientações analisar o que estão fazendo de errado e corrigir“, conclui.
Existe ainda um projeto de mapeamento de todos os riachos da ilha para mais tarde serem realizados analise físico/química da água.
Com esse projeto Rosileia Almeida acredita que aos poucos pode ajudar a transformar a vida de cada indivíduo que vive na ilha, de modo que eles poderão viver em harmonia com o meio ambiente.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Já é Carnaval cidade, acorda pra ver...

Foi iniciada a maior festa popular do Brasil, o Carnaval. Festa essa que atrai milhares de pessoas dos quatro cantos do mundo, é engraçado perceber que no carnaval soteropolitano, hoje os nativos são poucos, a maioria dos foliões são turistas que todos os anos invadem nossa cidade em busca da alegria que esta grandiosa festa proporciona.


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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Singularidade


Tão complexa, a natureza torna cada criação sua algo único. Nesta foto podemos perceber no detalhe as dobras, fissuras, cores, grumos de um caule. É isto que torna possível a distinção entre os elementos, entre indivíduos. Assim como nos seres humanos isso torna cada elemento da natureza singular.

 
©2007 '' Por Elke di Barros